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Stelara™

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ustequinumabe

Solução injetável

Forma farmacêutica e apresentações
Solução injetável de StelaraTM 45 mg/0,5ml. Embalagem com 1 frasco ampola

 

USO ADULTO
USO SUBCUTÂNEO

 

 

 

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] Informações Gerais
Marca Comercial: Stelara™
Princípio Ativo: ustequinimabe
Classe Terapêutica: Imunossupressores
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] Composição

Cada ml de Stelara® contém 90 mg de ustequinumabe por mL

  • 45 mg / 0,5 mL em frasco-ampola de uso único

Excipientes: água para injeção, L–histidina, monocloridrato de L-histidina monoidratado,
polissorbato 80 e sacarose.

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] Como este medicamento funciona?

Stelara® é um anticorpo monoclonal IgG1 completamente humano que se liga com alta afinidade e especificidade à subunidade proteica p40 das citocinas humanas: interleucina (IL)-12 e IL-23. Stelara® inibe a bioatividade da IL-12 e da IL-23 humanas impedindo que essas citocinas se liguem ao seu receptor proteico IL-12R1 expresso na superfície das células do sistema imunológico. Stelara® não se liga à IL-12 nem à IL-23 pré-ligada aos receptores de superfície celular IL-12R1. Assim, não é provável que Stelara® contribua para a citotoxicidade mediada por complemento ou anticorpo da célula que tem o receptor.
IL-12 e IL-23 são citocinas heterodiméricas secretadas pelas células apresentadoras de antígeno ativadas, como macrófagos e células dendríticas. IL-12 e IL-23 participam da função imunológica contribuindo para a ativação das células NK e diferenciação e ativação das células T CD4+. Entretanto, a regulação anormal da IL-12 e da IL-23 foi
associada a doenças mediadas pelo sistema imunológico, como psoríase. Stelara® impede a participação de IL-12 e IL-23 na ativação das células imunológicas, como a sinalização intracelular e a secreção de citocinas. Assim, acredita-se que Stelara® interrompa a sinalização e as cascatas de citocinas que são fundamentais para a
patologia da psoríase.

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] Por que este medicamento foi indicado?

Stelara® é indicado no tratamento da psoríase em placa, moderada a grave, em adultos que não responderam, ou que têm uma contraindicação, ou que são intolerantes a outras terapêuticas sistêmicas, incluindo ciclosporina, metotrexato e radiação ultravioleta A associada à administração de psoraleno (PUVA).

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] Quando não devo usar este medicamento?

Contraindicações
Hipersensibilidade grave a ustequinumabe ou a qualquer um dos excipientes.

Advertências

Infecção
Stelara® é um imunossupressor seletivo e pode ter o potencial de aumentar o risco de infecções e reativar infecções latentes.
Em estudos clínicos, infecções bacterianas, fúngicas e virais graves foram observadas em pacientes que receberam Stelara® .
Stelara® não deve ser administrado a pacientes com infecção ativa clinicamente importante. Deve-se ter cautela ao considerar o uso de Stelara® em pacientes com infecção crônica ou história de infecção recorrente.
Antes de iniciar o tratamento com Stelara® , os pacientes devem ser avaliados para infecção de tuberculose. Stelara® não deve ser administrado a pacientes com tuberculose ativa. O tratamento de infecção de tuberculose latente deve ser iniciado antes da administração de Stelara® . A terapia antituberculose também deve ser considerada antes do início de Stelara® em pacientes com história pregressa de tuberculose latente ou ativa nos quais um curso adequado de tratamento não puder ser confirmado. Os pacientes que recebem Stelara® devem ser monitorados rigorosamente para sinais e sintomas de tuberculose ativa durante e após o tratamento.
Os pacientes devem ser orientados a procurar ajuda médica se ocorrerem sinais ou sintomas sugestivos de infecção. Se um paciente desenvolver uma infecção grave, deve ser monitorado rigorosamente e Stelara® não deve ser administrado até a resolução da infecção.

Malignidades
Stelara® é um imunossupressor seletivo. Agentes imunossupressores têm o potencial de aumentar o risco de malignidade. Alguns pacientes que receberam Stelara® em estudos clínicos desenvolveram malignidades cutâneas e não-cutâneas.
Stelara® não foi estudado em pacientes com história de malignidade. Deve-se ter cautela quando se considerar o uso de Stelara® em pacientes com história de malignidade ou continuar o tratamento em pacientes que desenvolverem uma malignidade.

Reações de hipersensibilidade
Na experiência de pós-comercialização, foram reportadas reações de hipersensibildade graves, incluindo anafilaxia e angiodema Se ocorrer reação anafilática ou outra reação de hipersensibildade grave, a administração de Stelara® deve ser descontinuada imediatamente e terapia adequada deve ser instituída.

Imunizações
Recomenda-se que as vacinas bacterianas e virais de microorganismos vivos não sejam administradas concomitantemente com Stelara® .
Não existem dados disponíveis sobre a transmissão secundária de infecção por vacinas vivas em pacientes recebendo Stelara® . Aconselha-se precaução ao administrar algumas vacinas de microorganismos vivos para contatos domiciliares dos pacientes que recebem Stelara® devido ao risco potencial a partir do contato familiar e transmissão para o paciente.
Os pacientes que recebem Stelara® podem receber vacinas inativadas ou de microrganismos não-vivos.

Imunossupressão
A segurança e a eficácia de Stelara® em combinação aos agentes imunossupressores ou fototerapia não foram avaliadas. Deve-se ter cautela ao se considerar o uso concomitante de agentes imunossupressores e Stelara® ou quando há transição de outros agentes biológicos usados no tratamento de psoríase.

Imunoterapia
Stelara® não foi avaliado em pacientes que foram submetidos a imunoterapia para alergia. Stelara® pode afetar a imunoterapia para alergia. Recomenda-se precaução em pacientes ou que recebem ou que tenham recebido imunoterapia para doenças alérgicas, especialmente para anafilaxia.

Populações Especiais

Pacientes Pediátricos
Não foram conduzidos estudos específicos de Stelara® em pacientes pediátricos.

Pacientes Idosos
Não foram observadas diferenças importantes relacionadas à idade na depuração ou no volume de distribuição em estudos clínicos. Não foram observadas diferenças em eficácia ou segurança em pacientes de 65 anos ou mais [N=131] que receberam Stelara™ em comparação a pacientes mais jovens. Deve-se ter precaução no tratamento dos idosos, porque no geral há uma maior incidência de infecções nesta população de doentes.

Insuficiência Hepática
Não foram conduzidos estudos específicos em pacientes com insuficiência hepática.

Insuficiência Renal
Não foram conduzidos estudos específicos em pacientes com insuficiência renal.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas
Nenhum estudo quanto a efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas foi realizado.

Interações Medicamentosas
- Não foram conduzidos estudos de interações medicamentosas com Stelara® em humanos.

- Os efeitos da IL-12 ou IL-23 na regulação das enzimas CYP450 foram avaliados em um estudo in vitro utilizando hepatócitos humanos, o qual demonstrou que a IL-12 e/ou a IL- 23 em níveis de 10 ng/mL não alteraram as atividades da enzima CYP450 humana (CYP1A2, 2B6, 2C9, 2C19, 2D6, ou 3A4). Estes resultados não sugerem haver necessidade de ajustes de dose em pacientes que estejam recebendo substratos de CYP450 concomitantemente.
- Vacinas de microorganismos vivos não devem ser administradas concomitantemente com Stelara® .

Gravidez e Amamentação

Gravidez
Não há evidências em estudos com animais de teratogenicidade, malformações congênitas ou atrasos no desenvolvimento com níveis de dose de até aproximadamente 45 vezes maiores do que a dose equivalente mais alta que se pretende administrar a pacientes com psoríase. Entretanto, os estudos de reprodução e desenvolvimento animal não são sempre preditivos da resposta em humanos. Como medida de precaução é preferível evitar a utilização de Stelara® durante a
gravidez. As mulheres em risco de engravidar deverão utilizar um método contraceptivo durante o tratamento e até 15 semanas após o tratamento.

Amamentação
Stelara® é excretado no leite de macacas lactantes que receberam este medicamento. Não se sabe se Stelara® é absorvido sistemicamente após a ingestão. Como muitos medicamentos e imunoglobulinas são excretados no leite humano e devido ao potencial de reações adversas em bebês em fase de amamentação com Stelara® , deve-se decidir
entre descontinuar a amamentação ou o medicamento.

Atenção diabéticos: contém açúcar.
Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.

Este medicamento é contraindicado na faixa etária pediátrica.
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

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] Como devo usar este medicamento?

Stelara® é fornecido como solução estéril em frasco-ampola de vidro para uso único.
Stelara® não contém conservantes. O frasco-ampola é fechado com um batoque revestido. A solução é límpida a levemente opalescente, incolor a amarelo claro com pH de aproximadamente 6,0.

Dosagem
Stelara® é administrado por injeção subcutânea e será administrado por profissionais de saúde.
A dose recomendada de Stelara® é 45 mg administrada nas semanas 0 e 4 e, depois, a cada 12 semanas. A interrupção do tratamento deve ser considerada em doentes que não apresentem qualquer resposta ao tratamento até as 28 semanas. Alternativamente, a dose de 90 mg pode ser usada em pacientes com peso corpóreo maior que 100 kg, nos mesmos intervalos de tempo.

Ajuste de Dose
Para pacientes que respondem inadequadamente a 45 mg a cada 12 semanas, pode-se considerar a possibilidade de tratamento com 90 mg a cada 12 semanas. Além disso, para pacientes que responderam inadequadamente à posologia de 90 mg a cada 12 semanas, uma dose de 90 mg a cada 8 semanas pode ser considerada.

Retratamento
O retratamento com um esquema posológico nas semanas 0 e 4 após interrupção da terapia mostrou ser seguro e eficaz.

Instruções para Uso, Manipulação e Descarte
Após a administração de Stelara® , a seringa deve ser descartada de acordo com as práticas médicas para seringas usadas.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

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] Quais males que este medicamento pode causar?

Os dados de segurança descritos a seguir refletem a exposição a Stelara® em 3 estudos adequados e bem-controlados de 2.266 pacientes, incluindo 1.970 expostos por no mínimo 6 meses e 1.285 expostos por no mínimo 1 ano e 373 por, pelo menos, 18 meses.

As seguintes reações adversas graves foram relatadas:

  • Infecções graves
  • Malignidades

As reações adversas mais comuns (>10%) nos estudos clínicos de psoríase com Stelara® foram nasofaringite e infecção do trato respiratório superior. A maioria foi considerada leve e não necessitou da descontinuação do medicamento.

A Tabela 1 apresenta um resumo das Reações Adversas a Medicamentos dos estudos clínicos de psoríase. As reações adversas a medicamentos são classificadas por freqüência, usando a seguinte convenção:
Muito comum (>1/10)
Comum (freqüente) (>1/100, <1/10)
Incomum (infreqüente) (>1/1.000, <1/100)
Rara (>1/10.000, <1/1.000)

Tabela 1 RESUMO DAS RAMs EM ESTUDOS CLÍNICOS DE PSORÍASE

Infecções e infestações

Muito comum: Infecção do trato respiratório superior,

nasofaringite

Comum: Infecção viral do trato respiratório superior, celulite

Incomum

Rara

Transtornos psiquiátricos

Muito comum

Comum: Depressão

Incomum

Rara

Transtornos do sistema nervoso

Muito comum

Comum: Tontura

Incomum:

Rara

Transtornos respiratórios,

torácicos e do mediastino

Muito comum

Comum: Dor faringolaringeana, congestão nasal

Incomum

Rara

Transtornos gastrintestinais

Muito comum

Comum: diarréia

Incomum

Rara

Transtornos do tecido cutâneo e

subcutâneo

Muito comum

Comum: Prurido

Incomum

Rara

Distúrbios musculoesqueléticos,

ósseos e do tecido conjuntivo

Muito comum

Comum: Lombalgia, mialgia

Incomum

Rara

Distúrbios gerais e condições no

local da administração

Muito comum

Comum: Fadiga, eritema no local da administração

Incomum: reações no local da administração (incluindo

dor, inchaço, prurido, endurecimento, hemorragia,

hematoma e irritação)

Rara

Infecções
Em estudos controlados de pacientes com psoríase, as taxas de infecção ou infecção grave foram semelhantes entre os pacientes tratados com StelaraTM e os tratados com placebo. No período controlado por placebo dos estudos clínicos de pacientes com psoríase, a taxa de infecção foi de 1,39 por paciente-ano de seguimento nos pacientes tratados com StelaraTM e 1,21 por paciente-ano de seguimento nos pacientes tratados com placebo. Infecções graves ocorreram em 0,01 por paciente-ano de seguimento nos pacientes tratados com StelaraTM (5 infecções graves em 407 pacientes-anos de seguimento) e 0,02 por paciente-ano de seguimento em pacientes tratados com placebo (3 infecções graves em 177 pacientes-anos de seguimento).
Nos períodos controlado e não-controlado dos estudos clínicos de psoríase, a taxa de infecção foi de 1,24 por paciente-ano de seguimento nos pacientes tratados com StelaraTM. A incidência de infecções graves foi de 0,01 por paciente-ano de seguimento em pacientes tratados com o StelaraTM (24 infecções graves em 2.251 pacientes-anos de seguimento) e incluiu celulite, diverticulite, osteomielite, infecções virais, gastroenterite, pneumonia e infecções do trato urinário.

Em estudos clínicos, os pacientes com tuberculose latente que foram tratados concomitantemente com a isoniazida não desenvolveram tuberculose.

Malignidade
No período controlado por placebo dos estudos clínicos de psoríase, a incidência de malignidades, exceto câncer de pele não-melanoma foi de 0,25 por 100 pacientes-anos de seguimento para os pacientes tratados com StelaraTM (1 paciente em 406 pacientes-anos de seguimento) em comparação a 0,57 por 100 pacientes-anos de seguimento para os pacientes tratados com placebo (1 paciente em 177 pacientes-anos de seguimento).
A incidência de câncer de pele não-melanoma foi de 0,74 por 100 pacientes-anos de seguimento para os pacientes tratados com StelaraTM (3 pacientes em 406 pacientes-anos de seguimento) em comparação a 0,57 por 100 pacientes-anos de seguimento para os pacientes tratados com o placebo (2 pacientes em 176 pacientes-anos de seguimento).
Nos períodos controlado e não-controlado dos estudos clínicos de psoríase, a incidência de malignidades, exceto cânceres de pele não-melanoma, foi de 0,36 por 100 pacientes-anos de seguimento para os pacientes tratados com StelaraTM (8 pacientes em 2.249pacientes-anos de seguimento) e incluiram câncer de mama, cólon, cabeça e pescoço, rim, próstata e tireóide. A taxa de malignidades relatada nos pacientes tratados com o StelaraTM foi equivalente à esperada na população em geral (razão de incidência padronizada = 0,68 [intervalo de confiança de 95%:0,29; 1,34]. A incidência de câncer de pele não-melanoma foi de 0,80 por 100 pacientes-anos de seguimento para pacientes tratados com o StelaraTM (18 pacientes em 2.245 pacientes-anos de seguimento).

Reações de Hipersensibilidade
Nos estudos clínicos do StelaraTM, erupção cutânea e urticária foram observadas (cada uma) em <2% dos pacientes.

Imunogenicidade
Aproximadamente 5% dos pacientes tratados com o StelaraTM desenvolveram anticorpos contra o ustequinumabe e geralmente em baixa titulação. Nenhuma correlação aparente do desenvolvimento de anticorpos com as reações no local da administração foi observada. Os pacientes positivos para anticorpos contra StelaraTM tenderam a ter eficácia menor, entretanto, a positividade para anticorpos não impediu a resposta clínica.

Experiência pós-comercialização
As reações adversas na tabela 2 estão agrupadas por frequência* utilizando a seguinte convenção:
Muito comum: ≥1/10
Comum: ≥1/100 e <1/10
Incomum: ≥1/1,000 e <1/100
Rara: ≥1/10,000 e <1/1000
Muito rara: <1/10,000, incluindo relatos isolados

Tabela 2: Relatos pós-comercializaçào

Distúrbios do sistema imune Comum: Reações de hipersensibilidade (incluindo erupção cutânea, urticária)
Rara: Reações alérgicas graves

 

*Após a comercialização, as freqüências das reações adversas são derivadas dos estudos clínicos quando as mesmas acontecem nesse período. Numa outra situação, quando tais reações não são observadas nessa fase, suas freqüências podem ser estimadas como sendo menores que a probabilidade que elas teriam potencialmente de acontecer considerando o tamanho total da amostra dos estudos clínicos com delineamento adequado

Atenção: este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.

 

Atenção: este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.

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] O que fazer se alguém usar uma grande quantidade desde medicamento de uma só vez?

Doses únicas de até 4,5 mg/kg por via intravenosa foram administradas em estudos clínicos sem toxicidade dose-limitante. No caso de superdosagem, recomenda-se que o paciente seja monitorado para quaisquer sinais ou sintomas de efeitos ou reações adversas e que tratamento sintomático adequado seja instituído imediatamente.

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] Onde e como devo guardar este medicamento?

As embalagens de Stelara™ devem ser mantidas sob refrigeração (2°C a 8°C), protegidas da luz e não devem ser congeladas. Não agitar.
O produto deve ser mantido na embalagem secundária para proteger da luz.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS

MS- 1.1236.3394
Farm. Resp: Marcos R. Pereira - CRF/SP no 12.304

® Marca Registrada

Registrado por:
JANSSEN-CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
Rua Gerivatiba, 207, São Paulo – SP
CNPJ 51.780.468/0001-87

Fabricado por:
Cilag AG
Hochstrasse 201, 8205 Schaffhausen
Suiça

Importado por:
Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda
Rodovia Presidente Dutra, km 154 São José dos Campos – SP
CNPJ 51.780.468/0002-68

SAC 0800 7011851
www.janssen-cilag.com.br
Lote, Data de Fabricação e Validade: Vide Cartucho.
 

USO RESTRITO A HOSPITAIS
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

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ustequinumabe

Solução injetável

Forma farmacêutica e apresentações
Solução injetável de StelaraTM 45 mg/0,5ml. Embalagem com 1 frasco ampola

 

USO ADULTO
USO SUBCUTÂNEO

 

 

 

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] Informações Gerais
Marca Comercial: Stelara™
Princípio Ativo: ustequinimabe
Classe Terapêutica: Imunossupressores
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] Composição

Cada ml de Stelara® contém 90 mg de ustequinumabe por mL

  • 45 mg / 0,5 mL em frasco-ampola de uso único

Excipientes: água para injeção, L–histidina, monocloridrato de L-histidina monoidratado,
polissorbato 80 e sacarose.

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] Características Farmacológicas

 

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

 
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
 
Propriedades Farmacodinâmicas
 
Mecanismo de ação
 
Stelara® é um anticorpo monoclonal IgG1k completamente humano que se liga com alta afinidade e especificidade à subunidade proteica p40 das citocinas humanas interleucina (IL)-12 e IL-23. Stelara® inibe a bioatividade da IL-12 e da IL-23 humanas impedindo que essas citocinas se liguem ao seu receptor proteico IL-12Rb1 expresso na superfície das células do sistema imunológico. Stelara® não se liga à IL-12 nem à IL-23 pré-ligada aos receptores de superfície celular IL-12Rb1. Assim, não é provável que Stelara® contribua para a citotoxicidade mediada por complemento ou anticorpo contra a célula portadora de receptor.
 
IL-12 e IL-23 são citocinas heterodiméricas secretadas pelas células apresentadoras de antígeno ativadas, como macrófagos e células dendríticas. IL-12 e IL-23 participam da função imunológica contribuindo para a ativação das células NK e diferenciação e ativação das células T CD4+. Entretanto, a regulação anormal da IL-12 e da IL-23 foi associada a doenças mediadas pelo sistema imunológico, como a psoríase. Stelara® impede a contribuição da IL-12 e da IL-23 na ativação das células imunológicas, como a sinalização intracelular e a secreção de citocina. Assim, acredita-se que Stelara® interrompa a sinalização e as cascatas de citocina que são fundamentais para a patologia da psoríase.
 
Efeitos farmacodinâmicos
 
O tratamento com Stelara® resultou na melhora significativa dos padrões histológicos de psoríase, incluindo hiperplasia epidérmica e proliferação celular. Esses resultados são compatíveis com a eficácia clínica observada.
 
Stelara® não teve efeito evidente sobre a porcentagem de populações de células imunológicas circulantes, incluindo os subgrupos de células T de memória e “naives” (virgens) ou os níveis de citocina circulantes.
 
O tratamento com Stelara® resultou em diminuição da expressão gênica dos seus alvos moleculares, IL-12 e IL-23, conforme demonstrado pelas análises de mRNA obtidas com as biópsias de lesão cutânea dos pacientes portadores de psoríase na fase basal e até 2 semanas pós-tratamento. Além disso, Stelara® exerceu regulação descendente da expressão gênica das citocinas e quimiocinas inflamatórias, como MCP-1, TNF-alfa, IP-10 e IL-8, nas biópsias de lesão cutânea. Esses resultados são compatíveis com o benefício clínico significativo observado com o tratamento com Stelara® .
 
A resposta clínica (melhora do PASI) pareceu estar relacionada aos níveis séricos de ustequinumabe. Os pacientes com psoríase com respostas clínicas mais altas, conforme determinado pela resposta do PASI, apresentaram concentrações séricas medianas mais altas de ustequinumabe do que os com respostas clínicas menores. Em geral, a proporção de pacientes com psoríase que atingiu resposta PASI 75 aumentou com o aumento dos níveis séricos do ustequinumabe. A proporção de pacientes que atingiram resposta do PASI 75 na semana 28 aumentou com o aumento dos níveis séricos mínimos de ustequinumabe na semana 28.
 
Eficácia clínica
 
A segurança e a eficácia de Stelara® foram avaliadas em 2 estudos de Fase 3, multicêntricos, randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo em pacientes com psoríase em placa de intensidade moderada a grave (PHOENIX 1 e PHOENIX 2). No total, 1.996 pacientes foram admitidos nesses estudos. 
Os estudos incluíram adultos (> 18 anos) com psoríase em placas crônica (> 6 meses) com envolvimento mínimo da área de superfície corpórea (BSA) de 10% e pontuação do PASI >12 e que eram candidatos a terapia sistêmica ou fototerapia. Os pacientes com psoríase gutata, eritrodérmica ou pustular foram excluídos dos estudos. Não foram permitidas terapias antipsoriáticas concomitantes durante o estudo, exceto corticosteróides tópicos de baixa potência na face e na virilha após a semana 12.
 
O PASI é uma pontuação composta que avalia a fração da área de superfície corpórea envolvida com psoríase e a gravidade das alterações psoriáticas nas regiões afetadas (espessura/endurecimento da placa, eritema e descamação). As pontuações numéricas do PASI variam de 0 a 72, com as pontuações mais altas representando doença mais grave.
 
Os pacientes que atingem melhora > 75% no PASI em relação à fase basal (PASI 75) foram considerados respondedores PASI 75. Os pacientes randomizados originalmente para Stelara® que eram respondedores PASI 75 nas semanas 28 e 40 foram considerados respondedores PASI 75 de longo prazo. Os pacientes que atingiram melhora > 90% no PASI em relação à fase basal (PASI 90) foram considerados respondedores PASI 90 e os pacientes com melhora > 50% no PASI em relação à fase basal (PASI 50) foram considerados respondedores PASI 50. Os pacientes que atingiram melhora > 50% mas menos de 75% no PASI em relação à fase basal foram considerados respondedores parciais. Os pacientes com melhora < 50% no PASI em relação à fase basal foram considerados não-respondedores. 
 
Outras avaliações importantes de eficácia incluíram:
·         Avaliação Global pelo Médico (PGA), escala de 6 categorias: 0 = sem psoríase, 1 = mínima, 2 = leve, 3 = moderada, 4 = acentuada e 5 = grave, que indica a avaliação global pelo médico da psoríase com foco na espessura/endurecimento da placa, eritema e descamação. A PGA foi realizada nos estudos PHOENIX 1 e 2.
·         Índice de Qualidade de Vida em Dermatologia (DLQI), um instrumento de qualidade de vida específico para dermatologia desenhado para avaliar o impacto da doença sobre a qualidade de vida do paciente. As pontuações do DLQI variam de 0 a 30, com pontuação menor representando melhor qualidade de vida. Diminuição de 5 na pontuação do DLQI em relação à fase basal é considerada melhora clinicamente significativa. O DLQI foi realizado nos Estudos PHOENIX 1 e 2.
·         SF-36, um questionário de saúde que consiste em escala de múltiplos itens que medem 8 conceitos de saúde. O SF-36 resulta em pontuações compostas que fornecem uma medida do impacto da doença sobre o status de saúde física e mental. Pontuações do SF-36 mais altas indicam uma qualidade de vida melhor. O SF-36 foi realizado no PHOENIX 1.
·         Índice de Gravidade de Psoríase Ungueal (NAPSI), uma pontuação utilizada pelo médico para avaliar a gravidade do envolvimento ungueal. A escala consiste em 4 componentes de doença da matriz ungueal e 4 componentes de doença do leito ungueal com pontuações de 0 a 8, com pontuações menores representando doença mais leve. O NAPSI foi realizado no PHOENIX 1.
·         A Escala de Ansiedade e Depressão Hospitalar (HADS) é um instrumento de auto-avaliação desenvolvido para avaliar as medidas psicológicas em pacientes com doenças físicas. Consiste em 2 subescalas, uma que mede Ansiedade (escala A) e uma que mede Depressão (escala D), que são pontuadas separadamente. Pontuações mais baixas na HADS correspondem a um comprometimento psicológico menor. A HADS foi realizada no PHOENIX 2.
·         Questionário de Limitações no Trabalho (WLQ), um questionário de 25 itens, auto- aplicado  que foi usado para medir o impacto das condições crônicas de saúde sobre o desempenho ocupacional e a produtividade no trabalho nas populações que possuem emprego. O WLQ avalia quatro aspectos do trabalho e da produtividade: Demandas Físicas, Gerenciamento do Tempo, Demanda Mental Interpessoal e Demanda de Produção. As quatro subescalas variam de 0 -100 com a pontuação mais baixa indicando menos limitações no trabalho. O WLQ foi aplicado no PHOENIX 2.
·         A Escala Analógica Visual para Prurido, usada para avaliar a gravidade do prurido na ocasião da avaliação. O prurido é avaliado usando uma linha horizontal de 10 cm ou uma Escala Analógica Visual (EAV), representando o intervalo de gravidade do prurido, de 0 (sem nenhum prurido) a 10 (prurido intenso). A EAV para prurido foi aplicada no PHOENIX 1.
 
PHOENIX 1
 
O Estudo PHOENIX 1 avaliou a segurança e a eficácia de Stelara® versus placebo em 766 pacientes com psoríase em placa e a eficácia da administração a cada 12 semanas em pacientes que eram respondedores PASI 75.
 
Os pacientes randomizados para Stelara® receberam doses de 45 mg ou 90 mg nas semanas 0 e 4 seguidas pelas mesmas doses a cada 12 semanas. Os pacientes randomizados para receber placebo nas semanas 0 e 4 foram cruzados para receber Stelara® (45 mg ou 90 mg) nas semanas 12 e 16 seguido pela mesma dose a cada 12 semanas.
 
Dose de manutenção (a cada 12 semanas)
Para avaliar o benefício terapêutico da dose de manutenção com Stelara® , pacientes originalmente randomizados para Stelara® que eram respondedores PASI 75 em ambas as semanas 28 e 40 foram radomizados novamente para a dose de manutenção de Stelara® a cada 12 semanas ou para placebo (isto é, descontinuação da terapia). Os pacientes que foram randomizados novamente para placebo na semana 40 reiniciaram Stelara® no esquema posológico original quando apresentaram perda de no mínimo 50% da melhora do PASI obtida na semana 40.
 
Ajuste de Dose (a cada 8 semanas)
Na semana 28, os pacientes que foram não-respondedores descontinuaram o tratamento e a dose dos pacientes que eram respondedores parciais foi ajustada para a cada 8 semanas.
 
A dose dos respondedores PASI 75 na semana 28 que se tornaram respondedores parciais ou não-respondedores na semana 40 foi ajustada para a cada 8 semanas.
Todos os pacientes foram acompanhados por até 76 semanas após a primeira administração do tratamento em estudo.
 
PHOENIX 2
 
O PHOENIX 2 avaliou a segurança e a eficácia de Stelara® versus placebo em 1.230 pacientes com psoríase em placa. Os pacientes randomizados para Stelara® receberam doses de 45 mg ou 90 mg nas semanas 0 e 4 seguidas de uma dose adicional na semana 16. Os pacientes randomizados para receber placebo nas semanas 0 e 4 foram cruzados para receber Stelara® (45 mg ou 90 mg) nas semanas 12 e 16 seguidos pela mesma dosagem a cada 12 semanas.
 
Ajuste de dose (a cada 8 semanas)
 
Na semana 28, os pacientes não respondedores descontinuaram o tratamento e os pacientes que eram respondedores parciais foram rerrandomizados para continuar a dosagem a cada 12 semanas ou trocar a dosagem para cada 8 semanas.
Os respondedores PASI 75, na semana 28, que se tornaram respondedores parciais ou não respondedores na semana 40 tiveram a dosagem ajustada para cada 8 semanas.
 
Todos os pacientes foram seguidos por até 52  semanas após a primeira administração do agente do estudo.
 
Características da doença na fase basal: PHOENIX 1 e 2
As características da doença na fase basal nos Estudos PHOENIX 1 e 2 foram semelhantes (Tabela 1).
 
 
Tabela 1         Características da Doença na fase basal
 
 
 
PHOENIX 1
 
PHOENIX 2
 
Placebo
Stelara®
Placebo
Stelara®
Pacientes randomizados na Semana 0
N= 255
N= 511
N= 410
N= 820
BSA mediana
22,0
21,0
20,0
21,0
BSA>20%
145 (57%)
276 (54%)
217 (53%)
445 (54%)
PASI mediano
17,80
17,40
16,90
17,60
PASI > 20
91 (36%)
169 (33%)
133 (32%)
300 (37%)
PGA acentuada ou grave
112 (44%)
223 (44%)
160 (39%)
328 (40%)
História de artrite psoriática
90 (35%)
168 (33%)
105 (26%)
200 (24%)
Fototerapia anterior
150 (59%)
342 (67%)
276 (67%)
553 (67%)
Terapia sistêmica convencional anterior, excluindo produtos biológicos
142 (56%)
282 (55%)
241 (59%)
447 (55%)
Terapia sistêmica convencional ou biológica anterior
189 (74%)
364 (71%)
287 (70%)
536 (65%)
Não respondeu, tinha contraindicação ou era intolerante a > 1 terapia convencional
139 (55%)
270 (53%)
254 (62%)
490 (60%)
Não respondeu, tinha contraindicação ou era intolerante a > 3 terapias convencionais
30 (12%)
54 (11%)
66 (16%)
134 (16%)

 

 

 

 

Propriedades Farmacocinéticas
Absorção
 
O tempo mediano para atingir a concentração sérica máxima (tmáx) foi de 8,5 dias após administração subcutânea única de 90 mg em indivíduos saudáveis. Os valores medianos de tmáx do ustequinumabe após administração subcutânea única de 45 mg ou 90 mg em pacientes com psoríase foram equivalentes aos observados em indivíduos saudáveis.
 
A biodisponibilidade absoluta do ustequinumabe após administração subcutânea única foi estimada em 57,2% nos pacientes com psoríase.
 
Distribuição
 
O volume de distribuição mediano durante a fase terminal (Vz) após administração intravenosa única aos pacientes com psoríase variou de 57 a 83 mL/kg.
 
Metabolismo
 
A via metabólica exata do ustequinumabe não é conhecida.
 
Eliminação
·         A depuração sistêmica mediana (CL) após administração intravenosa única a pacientes com psoríase variou de 1,99 a 2,34 mL/dia/kg.
·         A meia-vida mediana (t1/2) do ustequinumabe foi de aproximadamente 3 semanas nos pacientes com psoríase, variando de 15 a 32 dias em todos os estudos com psoríase.
 
Linearidade da Dose
 
A exposição sistêmica do ustequinumabe (Cmáx e AUC) aumentou de modo aproximadamente proporcional à dose após administração intravenosa única nas doses de 0,09 mg/kg a 4,5 mg/kg ou após administração subcutânea única nas doses de aproximadamente 24 a 240 mg em pacientes com psoríase.
 
Dose Única versus Doses Múltiplas
Os perfis de concentração sérica versus tempo do ustequinumabe foram em geral previsíveis após administrações de dose única ou doses múltiplas. As concentrações séricas do estado de equilíbrio do ustequinumabe foram atingidas na semana 28 após doses subcutâneas iniciais nas semanas 0 e 4, seguidas de doses a cada 12 semanas. A concentração mínima mediana do estado de equilíbrio variou de 0,21 microg/mL a 0,26 microg/mL (45 mg) e de 0,47 microg/mL a 0,49 microg/mL (90 mg). Não houve acúmulo aparente na concentração sérica do ustequinumabe ao longo do tempo quando administrado por via subcutânea a cada 12 semanas.
 
Impacto do Peso sobre a Farmacocinética
 
As concentrações séricas do ustequinumabe foram afetadas pelo peso do paciente. Dentro de cada dose (45 mg ou 90 mg), os pacientes de peso maior (> 100 kg) apresentaram concentrações séricas medianas de ustequinumabe menores em comparação às dos pacientes de peso mais baixo (< 100 kg). Entretanto, entre as doses, as concentrações séricas mínimas medianas do ustequinumabe nos pacientes de peso maior (> 100 kg) no grupo 90 mg foram equivalentes às observadas nos pacientes de peso mais baixo (< 100 kg) no grupo 45 mg.
 
Análise de Farmacocinética Populacional
 
·         Em uma análise farmacocinética populacional, a depuração aparente (CL/F) e o volume de distribuição aparente (V/F) foram 0,465 L/d e 15,7 L, respectivamente, e a t1/2 foi de aproximadamente 3 semanas em pacientes com psoríase. A CL/F do ustequinumabe não foi impactada pelo sexo, idade ou raça. A CL/F foi impactada pelo peso corpóreo, com tendência a maior CL/F nos pacientes com maior peso corpóreo. A CL/F mediana nos pacientes com peso > 100 kg foi aproximadamente 55% maior em comparação aos pacientes com peso < 100 kg. O V/F mediano nos pacientes com peso > 100 kg foi aproximadamente 37% maior em comparação ao dos pacientes com peso < 100 kg.
·         O efeito das comorbidades (história pregressa e atual de diabetes, hipertensão e hiperlipidemia) na farmacocinética do ustequinumabe foi avaliado na análise farmacocinética populacional. A farmacocinética do ustequinumabe foi impactada pela co-morbidade de diabetes, com tendência a CL/F maior em pacientes com diabetes. A CL/F média nos pacientes com diabetes foi aproximadamente 29% maior em comparação aos sem diabetes.
·         A análise farmacocinética populacional revelou que houve uma tendência para uma maior depuração de ustequinumabe em pacientes com resposta imunológica positiva.
·         Não foram conduzidos estudos de interação medicamentosa específicos em indivíduos saudáveis nem em pacientes com psoríase.
·         Na análise farmacocinética populacional, o efeito dos medicamentos concomitantes usados mais freqüentemente nos pacientes com psoríase (incluindo paracetamol/acetaminofeno, ibuprofeno, ácido acetilsalicílico, metformina, atorvastatina, naproxeno, levotiroxina, hidroclorotiazida e vacina contra gripe) sobre a farmacocinética do ustequinumabe foi avaliado e nenhum medicamento concomitante exerceu impacto significativo. A farmacocinética do ustequinumabe não foi impactada pelo uso prévio do metotrexato, ciclosporina ou outras terapias biológicas para o tratamento da psoríase.
·         Os efeitos da IL-12 ou IL-23 na regulação das enzimas CYP450 foram avaliados em um estudo in vitro utilizando hepatócitos humanos, o qual demonstrou que a IL-12 e/ou a IL-23 em níveis de 10 ng/mL não alteraram as atividades da enzima CYP450 humana (CYP1A2, 2B6, 2C9, 2C19, 2D6, ou 3A4).
 
·         Não há dados farmacocinéticos disponíveis em pacientes com insuficiência renal.
·         Não há dados farmacocinéticos disponíveis em pacientes com comprometimento da função hepática.
·         Não foram conduzidos estudos específicos em pacientes idosos. A análise farmacocinética populacional indicou que não houve alterações aparentes nas estimativas de CL/F e V/F em pacientes > 65 anos.
·         A farmacocinética do ustequinumabe não foi impactada pelo uso de tabaco ou álcool.
 
Dados de Segurança Pré-Clínica
Nos estudos de toxicidade de dose repetida em macacos cynomolgus, o ustequinumabe foi bem-tolerado após doses intravenosas de até 45 mg/kg/semana por até 1 mês e após doses subcutâneas duas vezes por semana de até 45 mg/kg por 6 meses. Não houve achados relacionados ao ustequinumabe nas avaliações de farmacologia de imunotoxicidade e segurança cardiovascular. Nas avaliações de histopatologia não foram observadas alterações pré-neoplásicas.
Os níveis de doses em estudos com animais foram até aproximadamente 45 vezes superiores à maior dose equivalente a ser administrada a pacientes com psoríase e resultou em picos de concentrações séricas em macacos que foram mais de 100 vezes superiores à observada em humanos.
 
Toxicologia Reprodutiva
Três estudos de toxicidade ao desenvolvimento foram conduzidos em macacos cynomolgus. Não foram observados toxicidade materna, abortos, natimortos, embriotoxicidade, atrasos de desenvolvimento, malformações ou defeitos de nascença relacionados ao ustequinumabe nas doses de até 45 mg/kg após administração do ustequinumabe uma vez ou duas vezes por semana por via intravenosa ou subcutânea, respectivamente. Em neonatos nascidos de macacos tratados com ustequinumabe, nenhum efeito adverso sobre o crescimento ou desenvolvimento funcional foi observado e nenhum défict foi observado nas avaliações de imunotoxicidade. Em um estudo de fertilidade em machos de macacos cynomolgus não foram observados efeitos relacionados ao ustequinumabe sobre o comportamento de acasalamento, parâmetros espermáticos ou concentrações séricas dos hormônios masculinos após administração subcutânea duas vezes por semana do ustequinumabe nas doses de até 45 mg/kg.
Um estudo de toxicidade sobre a fertilidade em fêmeas foi conduzido em camundongos usando um anticorpo análogo que se liga à IL-12 e à IL-23 inibindo sua atividade. A administração subcutânea duas vezes por semana de anticorpo anti-IL-12/23 de camundongo foi bem-tolerada em doses de até 50 mg/kg e nenhum efeito adverso sobre os parâmetros de fertilidade feminina foi observado.
[
 + 
] Resultados de Eficácia

Eficácia segundo o Objetivo Primário, PHOENIX 1 e 2

 
Em ambos os Estudos PHOENIX 1 e PHOENIX 2, uma proporção significativamente maior de pacientes randomizados para o tratamento com Stelara® foram respondedores PASI 75 em comparação ao placebo na semana 12 (Tabela 2). No Estudo PHOENIX 1, 67% e 66% dos pacientes que receberam Stelara® 45 mg e 90 mg, respectivamente, atingiram resposta PASI 75 na semana 12 em comparação a 3% dos pacientes do grupo placebo. No Estudo PHOENIX 2, 67% e 76% dos pacientes que receberam Stelara® 45 mg e 90 mg, respectivamente, atingiram resposta PASI 75 na semana 12 em comparação a 4% dos pacientes que receberam placebo.
 
Os 3 componentes do PASI (espessura/endurecimento da placa, eritema e descamação) contribuíram de modo equivalente para a melhora do PASI.
 
A eficácia de Stelara® foi significativamente superior (p<0,001) à do placebo em todos os subgrupos definidos pelos dados demográficos da fase basal, características da doença clínica (incluindo pacientes com história de artrite psoriática) e uso prévio de medicamentos. Embora a modelagem farmacocinética tivesse sugerido uma tendência a CL/F maior em pacientes com diabetes, não foi observado um efeito compatível sobre a eficácia.
 
Outras medidas de eficácia na semana 12
 
Em ambos os Estudos PHOENIX 1 e PHOENIX 2, em comparação ao placebo, proporções significativamente maiores de pacientes randomizados para Stelara® 45 mg ou 90 mg atingiram pontuação na PGA sem psoríase ou mínima e proporções significativamente maiores de pacientes randomizados para Stelara® 45 mg ou 90 mg foram respondedores PASI 90 e PASI 50 na semana 12 (Tabela 2). No Estudo PHOENIX 1, 60% e 62% dos pacientes tratados com Stelara® 45 mg e 90 mg, respectivamente, atingiram pontuações na PGA de sem psoríase ou mínima em comparação a 4% dos pacientes tratados com o placebo. No Estudo PHOENIX 2, 68% e 73% dos pacientes que receberam Stelara® 45 mg ou 90 mg, respectivamente, apresentaram pontuações na PGA sem psoríase ou mínimas em comparação a 5% dos pacientes do grupo placebo. No PHOENIX 1, PASI 90 foi atingido por 42% e 37% dos pacientes tratados com Stelara® 45 mg e 90 mg, respectivamente, em comparação a 2% dos pacientes tratados com o placebo. No PHOENIX 2, a porcentagem dos pacientes que atingiram PASI 90 foi de 42% no grupo Stelara® 45 mg, 51% no grupo Stelara® 90 mg e 1% no grupo placebo. A porcentagem de pacientes que atingiram PASI 50 no PHOENIX 1 foi de 84% e 86% nos grupos Stelara® 45 mg e 90 mg, respectivamente, em comparação a 10% no grupo placebo. Da mesma forma, 84% dos pacientes tratados com Stelara® 45 mg, 89% dos pacientes tratados com Stelara® 90 mg e 10% dos pacientes tratados com o placebo atingiram PASI 50 no PHOENIX 2 (Tabela 2).
 
 

Tabela 2 – Principais desfechos de psoríase - PHOENIX 1 e PHOENIX 2
Semana 12
 
PHOENIX 1
PHOENIX 2
 
 
Stelara®
 
Stelara®
 
Placebo
45 mg
90 mg
Placebo
45 mg
90 mg
Pacientes randomizados na Semana 0
255
255
256
410
409
411
Resposta PASI
 
 
 
 
 
 
Resposta PASI 50a
26 (10%)
213 (84%)
220 (86%)
41 (10%)
342 (84%)
367 (89%)
Resposta PASI 75a
8 (3%)
171 (67%)
170 (66%)
15 (4%)
273 (67%)
311 (76%)
Resposta PASI 90a
5 (2%)
106 (42%)
94 (37%)
3 (1%)
173 (42%)
209 (51%)
 
 
 
 
 
 
 
PGA de Sem psoríase ou Minimaa,b
10 (4%)
151 (59%)
156 (61%)
18 (4%)
277 (68)
300 (73%)
 
 
 
 
 
 
 
Resposta PASI 75 por peso
 
 
 
 
 
 
< 100 kg
 
 
 
 
 
 
N
166
168
164
290
297
289
Resposta PASI 75
6 (4%)
124 (74%)
107 (65%)
12 (4%)
218 (73%)
225 (78%)
>100 kg
 
 
 
 
 
 
N
89
87
92
120
112
121
Resposta PASI 75
2 (2%)
47 (54%)
63 (68%)
3 (3%)
55 (49%)
86 (71%)
 
 
 
 
 
 
 
PGA de Sem psoríase ou Mínima por peso
 
 
 
 
 
 
           <100 kg
 
 
 
 
 
 
             N
166
168
164
290
297
289
Resposta PGAb
7 (4%)
108 (64%)
103 (63%)
14 (5%)
220 (74%)
216 (75%)
>100 kg
 
 
 
 
 
 
N
89
87
92
120
112
121
Resposta PGAb
3 (3%)
43 (49%)
53 (58%)
4 (3%)
57 (51%)
84 (69%)
 
Semana 28
 
PHOENIX 1
PHOENIX 2
 
Stelara®
Stelara®
 
45 mg
90 mg
45 mg
90 mg
N
250
243
397
400
 Resposta PASI
 
 
 
 
Resposta PASI 50
228 (91%)
234 (96%)
369 (93%)
380 (95%)
Resposta PASI 75
178 (71%)
191 (79%)
276 (70%)
314 (79%)
Resposta PASI 90
123 (49%)
135 (56%)
178 (45%)
217 (54%)
PGA de Sem psoríase ou Mínimab -
 
146 (58%)
 
160 (66%)
 
241 (61%)
 
279 (70%)
 
 
 
 
 
Resposta PASI 75 por peso
 
 
 
 
< 100 kg
 
 
 
 
N
164
153
287
280
Resposta PASI 75
130 (79%)
124 (81%)
217 (76%)
226 (81%)
> 100 kg
 
 
 
 
N
86
90
110
119
Resposta PASI 75
48 (56%)
67 (74%)
59 (54%)
88 (74%)
 
 
 
 
 
PGA de Sem psoríase ou Mínima por peso
 
 
 
 
< 100 kg
 
 
 
 
N
164
153
287
280
Resposta PGAb
106 (65%)
106 (69%)
192 (67%)
207 (74%)
> 100 kg
 
 
 
 
N
86
90
110
119
Resposta PGA
40 (47%)
54 (60%)
49 (45%)
71 (60%)
ap < 0,001 para comparação de 45 mg ou 90 mg com o placebo.
b dados corrigidos após inspeção do EMEA

 
Resposta ao longo do tempo
 
No Estudo PHOENIX 1, proporções significativamente maiores de pacientes tratados com Stelara® apresentaram respostas PASI 50 (9% e 10% para os grupos 45 mg e 90 mg, respectivamente) em comparação ao placebo (2%) na semana 2 (p< 0,001). Proporções significativamente maiores de pacientes tratados com Stelara® atingiram respostas PASI 75 (9% e 12% para os grupos Stelara® 45 mg e 90 mg, respectivamente) em comparação ao placebo (0,4%) na semana 4 (p < 0,001). A resposta máxima foi em geral atingida na semana 24 nos grupos de tratamento Stelara® 45 mg e 90 mg e as taxas de resposta foram em geral mantidas até a semana 36 (Figura 1). No PHOENIX 1, as taxas de PASI 75 na semana 24 foram 76% para o grupo 45 mg e 85% para o grupo 90 mg. Taxas de resposta maiores foram observadas nos pacientes que receberam Stelara® 90 mg do que nos que receberam Stelara® 45 mg na semana 16 e essas taxas de resposta maiores foram mantidas até a semana 36 (Figura 1). Resultados semelhantes foram observados no Estudo PHOENIX 2 até a semana 28.
Nas análises pré-especificadas de eficácia pelo peso corpóreo nos Estudos PHOENIX 1 e PHOENIX 2, nenhum padrão consistente de resposta à dose foi observado nos pacientes < 100 kg. Nos pacientes com peso >100 kg, taxas de resposta PASI 75 maiores foram observadas com a dose de 90 mg em comparação às observadas com 45 mg e uma proporção maior de pacientes do grupo 90 mg apresentou pontuações na PGA de sem psoríase ou mínima em comparação aos pacientes que receberam a dose de 45 mg (Tabela 2).
A Figura 1 mostra a Resposta PASI 75 ao longo do tempo nos Estudos PHOENIX 1 e 2:
 
 
Benefício terapêutico de uso contínuo de longo prazo
 
Na semana 40 do PHOENIX 1, 162 pacientes foram randomizados para receber Stelara® (manutenção) e 160 foram randomizados para receber placebo (descontinuação do tratamento). A manutenção do PASI 75 foi significativamente superior com o tratamento contínuo em comparação à descontinuação do tratamento (p<0,001).
Resultados semelhantes foram observados com cada dose de Stelara® (Figura 2). Em 1 ano (Semana 52), 89% dos pacientes novamente randomizados para o tratamento de manutenção foram respondedores PASI 75 em comparação a 63% dos pacientes novamente randomizados para placebo (descontinuação do tratamento) (p<0,001). Aos 18 meses (Semana 76), 84% dos pacientes rerrandomizados para a manutenção do tratamento eram respondedores PASI 75 comparados com 19% dos pacientes rerrandomizados para placebo (descontinuação do tratamento). Aos 3 anos (Semana 148), 82% dos pacientes re-randomizados para o tratamento de manutenção eram respondedores PASI 75.
 
 
 
 
Eficácia do retratamento
 
No Estudo PHOENIX 1, após a descontinuação da terapia, os pacientes reiniciaram o seu tratamento original com Stelara® após perda de > 50% da melhora do PASI. O re-tratamento com Stelara® resultou em recuperação da resposta PASI 75 em até 8 semanas após o reinício da terapia por 71% dos pacientes avaliados e 85% dos pacientes. avaliados recuperando a resposta PASI 75 em 12 semanas após o reinício da terapia.
 
Ajuste do Intervalo de Administração
 
No PHOENIX 1, o intervalo de administração para os respondedores parciais na semana 28 e na semana 40 e para os não-respondedores na semana 40 foi ajustado de cada 12 semanas para a cada 8 semanas. Aproximadamente 40%-50% dos respondedores parciais na semana 28 à posologia a cada 12 semanas atingiram resposta PASI 75 após ajuste para a posologia a cada 8 semanas e essa proporção de respondedores PASI 75 foi mantida até a semana 52. Uma proporção semelhante de pacientes que foram respondedores PASI 75 na semana 28 e subseqüentemente tornaram-se respondedores parciais ounão-respondedores na semana 40 atingiriam resposta PASI 75 após ajuste de intervalo de administração a cada 8 semanas.
 
Qualidade de Vida
 
Nos estudos PHOENIX 1 e 2, as pontuações médias do DLQI na fase basal variaram de 11 a 12. No PHOENIX 1, o componente físico do SF-36 médio na fase basal variou entre 47 e 49 e o componente mental do SF-36 médio na fase basal foi de aproximadamente 50. A qualidade de vida melhorou significativamente nos pacientes randomizados para Stelara® 45 mg ou 90 mg em comparação aos pacientes randomizados para placebo, conforme avaliado pelo DLQI nos estudos PHOENIX 1 e 2 e pelo SF-36 no estudo PHOENIX 1 (Tabelas 3 e 4). As melhoras de qualidade de vida foram significativas já em 2 semanas nos pacientes tratados com Stelara® e essas melhoras foram mantidas ao longo do tempo com a continuação da administração.
 
Tabela 3          Resultadosde Qualidade de Vida até a semana 40 - PHOENIX 1
 
 
Stelara®
 
Placebo
45 mg
90 mg
Pacientes randomizados na semana 0
255
255
256
DLQI
 
 
 
Fase basal
 
 
 
N
254
255
255
Média + DP
11,8 + 7,41
11,1 + 7,09
11,6 + 6,92
Mediana
10,0
10,0
11,0
Alteração em relação à fase basal
 
 
 
Semana 2 a
 
 
 
N
253
255
254
Média + DP
-0,9 + 4,88
-3,6 + 4,51
-4,5 + 5,31
Mediana
-1,0
-3,0
-4,0
Semana 12 a
 
 
 
N
252
254
249
Média + DP
-0,6 + 5,97
-8,0 + 6,87
-8,7 + 6,47
Mediana
0,0
-6,0
-7,0
Semana 28
 
 
 
N
NA
249
241
Média + DP
NA
-8,1 + 7,23
-9,6 + 7,17
Mediana
NA
-7,0
-8,0
Semana 40
 
 
 
N
NA
246
236
Média + DP
NA
-8,2 + 7,23
-9,5 + 6,96
Mediana
NA
-7,0
-9,0
SF-36
 
 
 
Resumo do componente físico
 
 
 
Fase basal
 
 
 
N
254
255
255
Média + DP
47,22 ± 10,240
48,90 ± 9,555
47,51 ± 9,224
Mediana
50,70
51,60
49,60
Alteração em relação à fase basal
 
 
 
Semana 12 a
 
 
 
N
250
255
249
Média + DP
-0,53 ± 7,457
1,97 ± 7,422
3,23 ± 7,590
Mediana
-0,25
1,30
1,50
Semana 28
 
 
 
N
NA
250
239
Média + DP
NA
1,86 ± 8,301
3,17 ± 7,855
Mediana
NA
1,00
1,90
Semana 40
 
 
 
N
NA
246
236
Média + DP
NA
1,77 ± 8,402
2,96 ± 8,027
Mediana
NA
0,80
2,10
Resumo do componente mental
 
 
 
Fase basal
 
 
 
N
254
255
255
Média + DP
49,62 ± 10,582
50,02 ± 10,425
49,86 ± 10,175
Mediana
53,35
52,90
53,10
Alteração em relação à fase basal
 
 
 
Semana 12 a
 
 
 
N
250
255
249
Média + DP
-1,33 ± 7,473
2,12 ± 9,308
2,54 ± 9,506
Mediana
-0,60
0,80
1,50
Semana 28
 
 
 
N
NA
250
239
Média + DP
NA
1,80 ± 9,578
3,47 ± 9,587
Mediana
NA
0,40
1,50
Semana 40
 
 
 
N
NA
246
236
Média + DP
NA
2,17 ± 9,137
2,91 ± 9,418
Mediana
NA
0,95
1,10
ap < 0,001 para 45 mg ou 90 mg em comparação ao placebo.
NA = não se aplica
 
Tabela 4          Resultados de Qualidade de Vida até a semana 24 - PHOENIX 2
 
 
Stelara®
 
Placebo
45 mg
90 mg
Pacientes randomizados na semana 0
410
409
411
DLQI
 
 
 
Fase basal
 
 
 
N
408
406
408
Média + DP
12,3 ± 6,86
12,2 ± 7,07
12,6 ± 7,29
Mediana
11,0
12,0
12,0
Alteração em relação à fase basal
 
 
 
Semana 4 a
 
 
 
N
405
404
404
Média + DP
-1,4 ± 4,68
-6,9 ± 6,07
-7,0 ± 5,86
Mediana
-1,0
-6,0
-6,0
Semana 12 a
 
 
 
N
400
401
402
Média + DP
-0,5 ± 5,66
-9,3 ± 7,12
-10,0 ± 6,67
Mediana
-0,5
-8,0
-9,0
Semana 24
 
 
 
N
NA
394
399
Média + DP
NA
-9,5 ± 7,26
-10,3 ± 6,96
Mediana
NA
-8,0
-9,0
ap < 0,001 para 45 mg ou 90 mg em comparação ao placebo.
NA = não se aplica
 
 
 
Psoríase Ungueal
 
No PHOENIX 1, a pontuação mediana do NAPSI na fase basal para psoríase ungueal foi de 4,0 e o número mediano de unhas dos dedos das mãos com psoríase foi de 8,0. A psoríase ungueal melhorou significativamente nos pacientes randomizados para Stelara® 45 mg ou 90 mg em comparação aos pacientes randomizados para placebo quando determinado pela pontuação do NAPSI (Tabelas 5 e 6). A psoríase ungueal continuou a melhorar ao longo do tempo até a semana 52 nos pacientes tratados com Stelara® .
 
Tabela 5     Resumo da melhora percentual em relação à fase basal no NAPSI na semana 12; pacientes randomizados na semana 0 com psoríase ungueal presente na semana 0 - PHOENIX 1
 
 
Stelara®
 
Placebo
45 mg
90 mg
Pacientes randomizados na semana 0 com psoríase ungueal presente na semana 0
 
176
 
182
 
187
Semana 12a
 
 
 
N
174
182
184
Média + DP
11,8 + 51,09
26,7 + 56,80
24,9 + 48,90
Mediana
0,0
25,0
25,0
ap < 0,001 para 45 mg ou 90 mg em comparação ao placebo.
 
Tabela 6     Resumo da melhora percentual em relação à fase basal no NAPSI na semana 24; pacientes randomizados na semana 0 com psoríase ungueal presente na semana 0 - PHOENIX 1
 
Stelara®
 
Placebo Ú 45 mg
Placebo Ú 90 mg
45 mg
90 mg
Pacientes randomizados na semana 0 com psoríase ungueal presente na semana 0
 
93
 
83
 
182
 
187
Semana 24
 
 
 
 
N
89
77
179
181
Média + DP
29,1 + 60,83
40,5 + 43,37
46,5 + 47,41
48,7 + 45,58
Mediana
33,3
42,9
50,0
50,0
 
Escala de Ansiedade e Depressão Hospitalar (HADS)
 
Na fase basal no PHOENIX 2, as pontuações médias de ansiedade e depressão na HADS foram 6,9 e 5,1, respectivamente. Ambas as pontuações de ansiedade e depressão foram reduzidas significativamente nos pacientes randomizados para Stelara® 45 mg ou 90 mg na semana 12 em comparação aos pacientes randomizados para placebo (Tabela 7). Melhoras de HADS foram mantidas até a semana 24 (Tabela 8).
 
Tabela 7     Resumo da alteração em relação à fase basal de Ansiedade e Depressão Hospitalar na semana 12; pacientes randomizados na semana 0 – PHOENIX 2
 
 
Stelara®
 
Placebo
45 mg
90 mg
 
Pacientes randomizados na semana 0
410
409
411
 
Pontuação de ansiedadea
 
 
 
N
395
399
399
Média + DP
-0,11 + 2,689
-1,59 + 3,570
-1,60 + 3,351
Mediana
0,00
-1,00
-1,00
 
Pontuação de Depressãoa
 
 
 
N
398
399
401
Média + DP
0,21 + 2,757
-1,71 + 3,124
-2,06 + 3,420
Mediana
0,00
-1,00
-1,00
 
ap < 0,001 para 45 mg ou 90 mg em comparação ao placebo.
 
 
 
Tabela 8     Resumo da alteração em relação à fase basal de Ansiedade e Depressão Hospitalar na semana 24; pacientes randomizados na semana 0 - PHOENIX 2
 
Stelara®
 
Placebo Ú 45 mg
Placebo Ú 90 mg
45 mg
90 mg
Pacientes randomizados na semana 0
205
205
409
411
Pontuação de ansiedade
 
 
 
 
n
183
191
393
395
Média + DP
-1,52 + 3,148
-1,76 + 3,245
-1,80 + 3,725
-1,99 + 3,463
Mediana
-1,00
-1,00
-1,00
-1,00
Pontuação de depressão
 
 
 
 
n
184
190
391
398
Média + DP
-1,65 + 3,207
-1,42 + 3,013
-1,77 + 3,449
-2,26 + 3,490
Mediana
-1,00
-1,00
-1,00
-2,00
 
Questionário de Limitações no Trabalho
 
O Questionário de Limitações no Trabalho obtido na fase basal mostrou comprometimento da produtividade no trabalho entre os pacientes com psoríase avaliados no PHOENIX 2 para as pontuações dos componentes de Demandas Físicas, Gerenciamento do Tempo, Demandas Mental-Interperssoal e de Produção. A produtividade no trabalho melhorou mais significativamente nos pacientes randomizados para Stelara® na semana 12 em comparação aos pacientes randomizados para o placebo conforme determinado pelas quatro subescalas WLQ (Demandas Físicas, Gerenciamento do Tempo, Demandas Mental-Interperssoal e de Produção; Tabela 9).
 
Tabela 9     Resumo da alteração em relação à fase basal no Questionário de Limitações no Trabalho na semana 12; pacientes randomizados na semana 0 - PHOENIX 2
 
 
Stelara®
 
Placebo
45 mg
90 mg
Pacientes randomizados na semana 0
410
409
411
 
Pontuação de Demandas Físicasa
 
 
 
n
277
277
281
Média + DP
-0,20 + 30,991
-7,61 + 30,917
-5,05 + 34,050
Mediana
0,00
0,00
0,00
 
Pontuação de Gerenciamento de Tempob
 
 
 
n
259
255
265
Média + DP
0,74 + 18,962
-6,58 + 21,634
-9,06 + 24,239
Mediana
0,00
-5,00
-3,30
 
Pontuação Mental - Interpessoalb
 
 
 
n
272
275
276
Média + DP
1,11 + 18,881
-7,82 + 22,684
-7,51 + 19,366
Mediana
0,00
-2,80
-1,35
 
Pontuação de Demandas de Produçãob
 
 
 
n
276
274
279
Média + DP
1,08 + 16,062
-6,82 + 22,367
-6,98 + 20,866
Mediana
0,00
0,00
0,00
 
ap = 0,001 e 0,060 para 45 mg ou 90 mg em comparação, respectivamente, ao placebo
bp < 0,001 para 45 mg ou 90 mg em comparação ao placebo
 
 
Escala Analógica Visual (EAV) de Prurido
 
Prurido associado a psoríase melhorou significativamente (p<0,001) na semana 12 nos pacientes randomizados para Stelara® 45 mg ou 90 mg em comparação aos randomizados para placebo, conforme avaliado pela EAV no PHOENIX 1 (Tabela 10).
 
Tabela 10   Resumo de alteração em relação à fase basal na EAV de prurido na semana 12; pacientes randomizados na semana 0 - PHOENIX 1
 
 
Stelara®
 
Placebo
45 mg
90 mg
 
Pacientes randomizados na semana 0
255
255
256
 
Semana 12a
 
 
 
n
252
253
249
Média + DP
-0,78 + 2,538
-4,91 + 3,142
-5,14 + 3,020
Mediana
-0,30
-5,50
-5,50
ap < 0,001 para 45 mg ou 90 mg em comparação ao placebo.
 
 
 
ACCEPT
 
Estudo multicêntrico, randomizado, simples-cego, ativo-controlado (ACCEPT) comparando segurança e eficácia do ustequinumabe e etanercepte em pacientes com idade a partir de 18 anos, com psoríase crônica de placa (> 6 meses) que tinham um envolvimento de BSA mínimo de 10%, pontuação de PASI ≥ 12, pontuação > 3 da Avaliação Global pelo Médico (PGA), que eram candidatos a fototerapia ou terapia sistêmica, e que tiveram uma resposta inadequada ou intolerância ou contraindicação a ciclosporina, metotrexato ou a terapia PUVA. Um total de 903 pacientes foram incluídos no estudo.
O estudo ACCEPT comparou a eficácia do ustequinumabe ao etanercepte e avaliou a segurança do ustequinumabe e etanercepte em pacientes com psoríase moderada a grave. A parcela ativo-controlada do estudo foi da semana 0 a semana 12, durante a qual os pacientes foram randomizados para receber etanercepte (50 mg duas vezes por semana), ustequinumabe 45 mg nas semanas 0 e 4, ou ustequinumabe 90 mg nas semanas 0 e 4. Este estudo foi desenvolvido para testar a superioridade de cada dose de ustequinumabe em relação ao etanercepte no desfecho primário da proporção de pacientes que atingiram um PASI 75 na semana 12.
Significativamente proporções maiores de indivíduos tratados com ustequinumabe 45 mg (67%, p = 0,012) ou 90 mg (74%, p <0,001) foram respondedores PASI 75 na semana 12 comparado com o grupo etanercepte (57%). Resposta PASI 90 foi observada em 36% e 45% dos pacientes nos grupos ustequinumabe 45 mg e 90 mg, respectivamente, comparado com 23% dos pacientes tratados com etanercepte (p <0,001 para cada comparação contra o etanercepte). Resposta PASI 100 foi observada em 12% e 21% dos pacientes nos grupos ustequinumabe 45 mg e 90 mg, respectivamente, comparado com 6% dos pacientes tratados com etanercepte (Tabela 11). Além disso, uma maior proporção de pacientes nos grupos de tratamento ustequinumabe 45 mg e 90 mg obtiveram uma pontuação de PGA "limpa" ou "mínima" (65% e 71%, respectivamente) comparada com os pacientes no grupo tratado com etanercepte (49%) (p <0,001 para cada comparação contra o etanercepte).
Na análise pré-especificada de eficácia pelo peso corpóreo no ACCEPT, a resposta de dose mínima para ustequinumabe foi evidente em pacientes ≤ 100 kg. Em pacientes que pesavam > 100 kg, taxas superiores de resposta PASI 75 foram observadas com a dose de 90 mg em comparação com a dose de 45 mg, e uma maior proporção de pacientes que receberam doses de 90 mg tiveram pontuações de PGA de limpa ou mínima comparada com pacientes tratados com dosagem de 45 mg (Tabela 11).
Tabela 11: Desfechos principais de psoríase na semana 12: ACCEPT
 
ACCEPT
 
etanercepte (50 mg duas vezes por semana)
ustequinumabe (semana 0 e semana 4)
45 mg
90 mg
Pacientes randomizados
347
209
347
 
 
 
 
Resposta PASI
 
 
 
Resposta PASI 50
286 (82%)
181 (87%)
320 (92%)a
Resposta PASI 75
197 (57%)
141 (67%)b
256 (74%)a
Resposta PASI 90
80 (23%)
76 (36%)a
155 (45%)a
Resposta PASI 100
22 (6%)
25 (12%)c
74 (21%)a
 
 
 
 
PGA de limpa ou mínima
170 (49%)
136 (65%)a
245 (71%)a
Resposta PASI 75 por peso
 
 
 
< 100 kg
 
 
 
N
251
151
244
Resposta PASI 75
154 (61%)
109 (72%)
189 (77%)
> 100 Kg
 
 
 
N
96
58
58
Resposta PASI 75
43 (45%)
32 (55%)
67 (65%)
PGA de limpa ou mínima por peso
 
 
 
< 100 kg
 
 
 
N
251
151
244
Resposta PGA
131 (52%)
110 (73%)
185 (76%)
> 100 Kg
 
 
 
N
96
58
103
Resposta PGA
39 (41%)
26 (45%)
60 (58%)
Resposta PASI 75 pelo número de agentes sistêmicos convencionais inadequados
 
 
 
Pelo menos uma terapia
 
 
 
N
347
209
346
Resposta PASI 75
197 (57%)
141 (67%)b
256 (74%)a
Pelo menos duas terapias
 
 
 
N
186
118
185
Resposta PASI 75
94 (51%)
79 (67%)d
137 (74%)a
Pelo menos três terapias
 
 
 
N
52
31
47
Resposta PASI 75
20 (38%)
17 (55%)e
34 (72%)f
 
 
 
 
ap < 0,001 para 45 mg ou 90 mg de ustequinumabe em comparação ao etanercepte
bp = 0,012 para 45 mg de ustequinumabe em comparação ao etanercepte
cp = 0,020 para 45 mg de ustequinumabe em comparação ao etanercepte
dp = 0,004 para 45 mg de ustequinumabe em comparação ao etanercepte
ep = 0,303 para 45 mg de ustequinumabe em comparação ao etanercepte
fp = 0,001 para 90 mg de ustequinumabe em comparação ao etanercepte
gAgentes sistêmicos convencionais incluem psoraleno mais radiação ultravioleta A, metotrexato e ciclosporina. Agentes sistêmicos convencionais inadequados são definidos como aqueles a que os pacientes tiveram uma resposta inadequada, eram intolerantes, ou tiveram um contraindicação.

 

[
 + 
] Indicações

 

Stelara® é indicado no tratamento da psoríase em placa, moderada a grave, em adultos que não responderam, ou que têm uma contraindicação, ou que são intolerantes a outras terapêuticas sistêmicas, incluindo ciclosporina, metotrexato e radiação ultravioleta A associada à administração de psoraleno (PUVA).

Stelara™ é indicado no tratamento da psoríase em placa, moderada a grave, em adultos que não responderam, ou que têm uma contraindicação, ou que são intolerantes a outras terapêuticas sistêmicas, incluindo ciclosporina, metotrexato e radiação ultravioleta A
associada à administração de psoraleno (PUVA).

[
 + 
] Contra Indicações

Hipersensibilidade grave a ustequinumabe ou a qualquer um dos excipientes.

[
 + 
] Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto

Stelara® deve ser aplicado por injeção subcutânea. Se possível, devem ser evitadas as áreas da pele com lesões de psoríase.

[
 + 
] Posologia

 

Stelara® é administrado por injeção subcutânea e será administrado por profissionais de saúde.
 
A dose recomendada de Stelara® é 45 mg administrada nas semanas 0 e 4 e, depois, a cada 12 semanas. Ainterrupção do tratamento deve ser considerada em doentes que não apresentem qualquer resposta ao tratamento até as 28 semanas. Alternativamente, a dose de 90 mg pode ser usada em pacientes com peso corpóreo maior que 100 kg.
 
Ajuste de Dose
Para pacientes que respondem inadequadamente a 45 mg a cada 12 semanas, pode-se considerar a possibilidade de tratamento com 90 mg a cada 12 semanas. Além disso, para pacientes que responderam inadequadamente à posologia de 90 mg a cada 12 semanas, uma dose de 90 mg a cada 8 semanas pode ser considerada.
 
Retratamento
O retratamento com um esquema posológico nas semanas 0 e 4 após interrupção da terapia mostrou ser seguro e eficaz.
[
 + 
] Advertências

Infecção

·         Stelara® é um imunossupressor seletivo e pode ter o potencial de aumentar o risco de infecções e reativar infecções latentes.
·         Em estudos clínicos, infecções bacterianas, fúngicas e virais graves foram observadas em pacientes que receberam Stelara® .
·         Stelara® não deve ser administrado a pacientes com infecção ativa clinicamente importante. Deve-se ter cautela ao considerar o uso de Stelara® em pacientes com infecção crônica ou história de infecção recorrente.
·         Antes de iniciar o tratamento com Stelara® , os pacientes devem ser avaliados para infecção de tuberculose. Stelara® não deve ser administrado a pacientes com tuberculose ativa. O tratamento de infecção de tuberculose latente deve ser iniciado antes da administração do Stelara® . A terapia antituberculose também deve ser considerada antes do início de Stelara® em pacientes com história pregressa de tuberculose latente ou ativa nos quais um curso adequado de tratamento não puder ser confirmado. Os pacientes que recebem Stelara® devem ser monitorados rigorosamente para sinais e sintomas de tuberculose ativa durante e após o tratamento.
·         Os pacientes devem ser orientados a procurar ajuda médica se ocorrerem sinais ou sintomas sugestivos de infecção. Se um paciente desenvolver uma infecção grave, deve ser monitorado rigorosamente e Stelara® não deve ser administrado até a resolução da infecção.
 
Malignidades
·         Stelara® é um imunossupressor seletivo. Agentes imunossupressores têm o potencial de aumentar o risco de malignidade. Alguns pacientes que receberam Stelara® em estudos clínicos desenvolveram malignidades cutâneas e não-cutâneas.
·         Stelara® não foi estudado em pacientes com história de malignidade. Deve-se ter cautela quando se considerar o uso de Stelara® em pacientes com história de malignidade ou continuar o tratamento em pacientes que desenvolverem uma malignidade.
 
Reações de hipersensibilidade
Na experiência de pós-comercialização, foram reportadas reações de hipersensibilidade graves, incluindo anafilaxia e angioedema. Se ocorrer reação anafilática ou outra reação de hipersensibilidade grave, a administração de Stelara® deve ser descontinuada imediatamente e a terapia adequada deve ser instituída.

Imunizações
·         Recomenda-se que as vacinas bacterianas e virais de microrganismos vivos não sejam administradas concomitantemente com Stelara® .
·         Não existem dados disponíveis sobre a transmissão secundária de infecção por vacinas vivas em pacientes recebendo Stelara® . Aconselha-se precaução ao administrar algumas vacinas de microorganismos vivos para contatos domiciliares dos pacientes que recebem Stelara® devido ao risco potencial a partir do contato familiar e transmissão para o paciente.
·         Os pacientes que recebem Stelara® podem receber vacinas inativadas ou de microrganismos não-vivos.
 
Imunossupressão
A segurança e a eficácia de Stelara® em combinação aos agentes imunossupressores ou fototerapia não foram avaliadas. Deve-se ter cautela ao se considerar o uso concomitante de agentes imunossupressores e Stelara® ou quando há transição de outros agentes biológicos usados no tratamento de psoríase.
 
Imunoterapia
Stelara® não foi avaliado em pacientes que foram submetidos a imunoterapia para alergia. Stelara® pode afetar a imunoterapia para alergia. Recomenda-se precaução em pacientes ou que recebem ou que tenham recebido imunoterapia para doenças alérgicas especialmente para anafilaxia.
 
Gravidez e Lactação
 
Gravidez
 
Não há evidências de estudos com animais de teratogenicidade, malformações congênitas ou atrasos de desenvolvimento com níveis de dose de até aproximadamente 45 vezes maiores do que a dose equivalente mais alta que se pretende administrar a pacientes com psoríase. Entretanto, os estudos de reprodução e desenvolvimento animal não são sempre preditivos da resposta em humanos.
 
Como medida de precaução é preferível evitar a utilização de Stelara® durante a gravidez. As mulheres em risco de engravidar deverão utilizar um método contraceptivo durante o tratamento e até 15 semanas após o tratamento.
 
Lactação
 
Stelara® foi excretado no leite de macacas lactantes que receberam este medicamento. Não se sabe se Stelara® é absorvido sistemicamente após a ingestão. Como muitos medicamentos e imunoglobulinas são excretados no leite humano e devido ao potencial de reações adversas em bebês em fase de amamentação com Stelara® , deve-se decidir entre descontinuar a amamentação ou o medicamento.
 
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas
 
Nenhum estudo dos efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas foi realizado.
 
Atenção diabéticos: contém açúcar.
Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.
[
 + 
] Uso em idosos, crianças e outros grupos de pessoas

Pacientes Pediátricos

Não foram conduzidos estudos específicos de Stelara® em pacientes pediátricos.
 
Pacientes Idosos
Não foram observadas diferenças importantes relacionadas à idade na depuração ou no volume de distribuição em estudos clínicos. Não foram observadas diferenças globais de eficácia ou segurança em pacientes de 65 ou mais (n=131) que receberam Stelara® em comparação a pacientes mais jovens.Deve-se ter precaução no tratamento dosidosos, porque no geral há uma maior incidência de infecções nesta população de doentes.
 
Insuficiência Hepática
Não foram conduzidos estudos específicos em pacientes com insuficiência hepática.
 
Insuficiência Renal
Não foram conduzidos estudos específicos em pacientes com insuficiência renal.
[
 + 
] Interações Medicamentosas

 

- Não foram conduzidos estudos de interações medicamentosas com Stelara® em humanos.
 
- Os efeitos da IL-12 ou IL-23 na regulação das enzimas CYP450 foram avaliados em um estudo in vitro utilizando hepatócitos humanos, o qual demonstrou que a IL-12 e/ou a IL-23 em níveis de 10 ng/mL não alteraram as atividades da enzima CYP450 humana (CYP1A2, 2B6, 2C9, 2C19, 2D6, ou 3A4). Estes resultados não sugerem haver necessidade de ajustes de dose em pacientes que estejam recebendo substratos de CYP450 concomitantemente.
 
- Vacinas de microrganismos vivos não devem ser administradas concomitantemente com Stelara® .

Não foram conduzidos estudos específicos de interações medicamentosas com Stelara™ .
Vacinas de microrganismos vivos não devem ser administradas concomitantemente com Stelara™.

[
 + 
] Reações Adversas a Medicamentos

Experiência dos Estudos Clínicos de Psoríase

 
Os dados de segurança descritos a seguir refletem a exposição ao Stelara® em 3 estudos adequados e bem-controlados de 2.266 pacientes, incluindo 1.970 expostos por no mínimo 6 meses e 1.285 expostos por no mínimo 1 ano e 373 por, pelo menos, 18 meses.
 
As seguintes reações adversas graves foram relatadas:
 
·         Infecções graves
·         Malignidades
 
As reações adversas mais comuns (>10%) em partes controladas e não-controladas dos estudos clínicos de psoríase com Stelara® foram nasofaringite e infecção do trato respiratório superior. A maioria foi considerada leve e não necessitou da descontinuação do medicamento.
 
A Tabela 1 apresenta um resumo das Reações Adversas a Medicamentos dos estudos clínicos de psoríase. As reações adversas a medicamentos são classificadas por freqüência, usando a seguinte convenção:
 
Muito comum (>1/10)
Comum (freqüente) (>1/100, <1/10)
Incomum (infrequente) (>1/1.000, <1/100)
Rara (>1/10.000, <1/1.000)
 
Tabela 1         RESUMO DAS RAMs EM ESTUDOS CLÍNICOS DE PSORÍASE

Infecções e infestações
Muito comum: Infecção do trato respiratório superior, nasofaringite
Comum: Celulite, Infecção viral do trato respiratório superior,
Incomum: Herpes Zoster
Rara
Transtornos psiquiátricos
Muito comum
Comum: Depressão
Incomum
Rara
Transtornos do sistema nervoso
Muito comum
Comum: Tontura, cefaleia
Incomum
Rara
Transtornos respiratórios, torácicos e do mediastino
Muito comum
Comum: Dor faringolaringeana, congestão nasal
Incomum
Rara
Transtornos gastrintestinais
Muito comum
Comum: diarreia
Incomum
Rara
Transtornos do tecido cutâneo e subcutâneo
Muito comum
Comum: Prurido
Incomum
Rara
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo
Muito comum
Comum: Lombalgia, mialgia
Incomum
Rara
Distúrbios gerais e condições no local da administração
Muito comum
Comum: Fadiga, eritema no local da administração
Incomum: Reações no local da administração (incluindo dor, inchaço, prurido, endurecimento, hemorragia, hematoma e irritação)
Rara

 
Infecções
 
Em estudos controlados de pacientes com psoríase, as taxas de infecção ou infecção grave foram semelhantes entre os pacientes tratados com o Stelara® e os tratados com o placebo. No período controlado por placebo dos estudos clínicos de pacientes com psoríase, a taxa de infecção foi de 1,39 por paciente-ano de seguimento nos pacientes tratados com o Stelara® e 1,21 por paciente-ano de seguimento nos pacientes tratados com o placebo. Infecções graves ocorreram em 0,01 por paciente-ano de seguimento nos pacientes tratados com o Stelara® (5 infecções graves em 407 pacientes-anos de seguimento) e 0,02 por paciente-ano de seguimento em pacientes tratados com o placebo (3 infecções graves em 177 pacientes-anos de seguimento).
 
Nos períodos controlado e não-controlado dos estudos clínicos de psoríase, a taxa de infecção foi de 1,24 por paciente-ano de seguimento nos pacientes tratados com Stelara® . A incidência de infecções graves foi de 0,01 por paciente-ano de seguimento em pacientes tratados com Stelara® (24 infecções graves em 2.251 pacientes-anos de seguimento) e incluiu celulite, diverticulite, osteomielite, infecções virais, gastroenterite, pneumonia e infecções do trato urinário.
 
Entre os 3117 pacientes tratados em 4 estudos clínicos de psoríase com  Stelara® representando a exposição de 6791 pacientes-ano (1129 pacientes tratados por pelo menos 3 anos, e 619 pacientes por pelo menos 4 anos), as taxas de infecção ou infecção grave foram similares àquelas descritas anteriormente.
 
Em estudos clínicos, os pacientes com tuberculose latente que foram tratados concomitantemente com a isoniazida não desenvolveram tuberculose.
 
Malignidade  
No período controlado dos 3 estudos clínicos de psoríase controlados por placebo, a incidência de malignidades, exceto câncer de pele não-melanoma, foi de 0,25 por 100 pacientes-anos de seguimento para os pacientes tratados com Stelara® (1 paciente em 406 pacientes-anos de seguimento) em comparação a 0,57 por 100 pacientes-anos de seguimento para os pacientes tratados com placebo (1 paciente em 177 pacientes-anos de seguimento).
 
A incidência de câncer de pele não-melanoma foi de 0,74 por 100 pacientes-anos de seguimento para os pacientes tratados com Stelara® (3 pacientes em 406 pacientes-anos de seguimento) em comparação a 0,57 por 100 pacientes-anos de seguimento para os pacientes tratados com placebo (2 pacientes em 176 pacientes-anos de seguimento).
 
Entre os 3117 pacientes tratados em 4 estudos clínicos de psoríase com Stelara® (1129 pacientes tratados por pelo menos 3 anos,  619 pacientes tratados por pelo menos 4 anos), malignidades, excluindo cânceres de pele não-melanoma, foram relatadas em 42 pacientes de 6779 pacientes-ano de acompanhamento (incidência de 0,62 por 100 pacientes-ano de acompanhamento para pacientes tratados com Stelara® . Esta taxa de malignidades reportada em pacientes tratados com Stelara® foi comparável à taxa esperada na população geral (taxa de incidência padronizada = 1,1 [(intervalo de confiança de 95%: 0,76, 1,43]). As malignidades mais frequentemente observadas, além de câncer de pele não-melanoma, foram de próstata, colo-retal, melanoma in situ e de mama. A incidência de câncer de pele não-melanoma foi de 0,61 por 100 pacientes-ano de acompanhamento para pacientes tratados com Stelara® (41 pacientes de 6770 pacientes-ano de acompanhamento).
 
 
Reações de Hipersensibilidade
 
Nos estudos clínicos do Stelara® , erupção cutânea e urticária foram observadas cada uma em <2% dos pacientes.
 
Imunogenicidade
 
Aproximadamente 5% dos pacientes tratados com Stelara® desenvolveram anticorpos contra o ustequinumabe geralmente em baixa titularidade. Nenhuma correlação aparente do desenvolvimento de anticorpos com as reações no local da administração foi observada. Os pacientes positivos para anticorpos contra o Stelara® tenderam a ter eficácia menor, entretanto, a positividade para anticorpos não impede a resposta clínica.
 
Experiência pós-comercialização
 
As reações adversas na tabela 2 estão agrupadas por frequência* utilizando a seguinte convenção:
 
Muito comum: ≥1/10
Comum: ≥1/100 e <1/10
Incomum: ≥1/1,000 e <1/100
Rara: ≥1/10,000 e <1/1000
Muito rara: <1/10,000, incluindo relatos isolados
 
 
Tabela 2: Relatos pós-comercializaçào

Distúrbios do sistema imune
Comum: Reações de hipersensibilidade (incluindo erupção cutânea, urticária)
 
Rara: Reações de hipersensibilidade graves (incluindo anafilaxia e angioedema).

 
*Após a comercialização, as freqüências das reações adversas são derivadas dos estudos clínicos quando as mesmas acontecem nesse período. Numa  outra situação, quando tais reações não são observadas nessa fase, suas freqüências podem ser estimadas como sendo menores que a probabilidade que elas teriam potencialmente de acontecer considerando o tamanho total da amostra dos estudos clínicos com delineamento adequado
 
 
 
Atenção: este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso informe, seu médico.
[
 + 
] Superdose

Doses únicas de até 4,5 mg/kg por via intravenosa foram administradas em estudos clínicos sem toxicidade dose-limitante. No caso de superdosagem, recomenda-se que o paciente seja monitorado para quaisquer sinais ou sintomas de efeitos ou reações adversas e que o tratamento sintomático adequado seja instituído imediatamente.

Doses únicas de até 4,5 mg/kg por via intravenosa foram administradas em estudos clínicos sem toxicidade dose-limitante. No caso de superdosagem, recomenda-se que o paciente seja monitorado para quaisquer sinais ou sintomas de efeitos ou reações adversas e que o tratamento sintomático adequado seja instituído imediatamente.

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 + 
] Armazenagem

 

As embalagens de Stelara® devem ser mantidas sob refrigeração (2°C a 8°C), protegidas da luz e não devem ser congeladas. Não agitar.
 
O produto deve ser mantido na embalagem secundária para proteger da luz.

MS- 1.1236.3394
Farm. Resp: Marcos R. Pereira - CRF/SP no 12.304

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Registrado por:
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Rua Gerivatiba, 207, São Paulo – SP
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Cilag AG
Hochstrasse 201, 8205 Schaffhausen
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Importado por:
Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda
Rodovia Presidente Dutra, km 154 São José dos Campos – SP
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SAC 0800 7011851
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Lote, Data de Fabricação e Validade: Vide Cartucho.
 

USO RESTRITO A HOSPITAIS
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA